Tenho tido o privilégio como artista de me ver diante de algumas situações que só as consigo descrever como "engraçadas". Embora, sinto-me fazer parte de uma geração que compartilha as mágoas e fantasias de chorar por ídolos já mortos. Vinicius de Moraes, Elis Regina, Tom Jobim, Beatles, Chaplin, Che Guevara, Billie Holliday, Bukowski, Shakespeare, Brecht...Mas a vida dos que ficam (viva!) tem feito justiça e colocado as coisas no seu devido lugar. Morar à sombra de Cascudo, numa cidade baixa, de autos e baixos (mais baixos autos que o contrário) (sim, um parêntese duplo, só pra reforçar o auto com "u", nesse triste caso) nos dá o saboroso preço ao encontrarmos a saída do aeroporto rumo a São Paulo.
Aqui, tivemos o prazer, já relatado em postagens anteriores de encontrarmos mestres e ídolos que hoje tanto nos orgulham de chamarmos de parceiros. Uma recheada mesa com o Gabriel Villela e os queridos do Galpão, em uma mesma noite. Uma caminhada do Teatro Oficina até a praça Roosevelt após a "matéria paga", ter assistido o espetáculo "CACILDA", regida pelo próprio Zé Celso ao som de música e vinho, é claro. Pizza com o amigo e mestre Ernani Maletta. Ídolos! Vivos, viva!! E cheios de sáúde. Pois é. E nós? Ahhhhhh, nós estivemos lá. Aliás, aqui. Um brinde: Saúde!!!
Bom, ontem depois de uma boa apresentação, seguimos para a sede do Latão. Encontro esse que já havíamos previamente marcado na ocasião em que em meio a tantos ilustres em nosso público, parte do grupo Latão foi nos assistir. E olha que isso foi no mesmo dia do Galpão e do Ewerton de Castro, hein?! Dia especial pra se guardar. Mas voltando, ao chegar já no final da festa de lançamento dos vídeos do Latão, um seleto número se fez naquele espaço. Não por nós (rsrs), mas pelos convidados que ainda restavam ali. Dentre eles, o Professor Luis Fernando Ramos que com sua generosa elegância nos parabenizou mais uma vez e nos cumprimentou após sua crítica tão especial e favorável para nós. E quem mais? Quem? Quem? Raimundo Nonato? Não!!! Aquele tranquilo, simples e simpático senhor respeitável que havíamos visto numa palestra pela tarde de ontem (sábado) pelas atividades do Próximo Ato (Itaú Cultural). Sabe não? Hans-Thies Lehmann. Uma das personalidades mais importantes do teatro contemporâneo no mundo. Quer mais? Ok. Indicado pelo Luis Fernando Ramos, ele aceitou o convite de nos ver nesse domingo. Ele não só foi, como partilhamos momentos muito divertidos numa mesa no Sujinho, regados a cerveja, cachaça, teatro (pra variar), piadas e futebol. O japa como tradutor e nosotros, rindo, rindo à beça. Pois é. Não tem como não ser engraçado, não? O que mais posso dizer? As imagens dizem mais. Assim como o próprio Lehmann falou sobre o nosso CAPITÃO E A SEREIA, diante do limite da língua. Limite? Que limite? Bom, vamos a elas então. As imagens.