Estar diante deste branco virtual e impalpável das folhas inaugurais deste diário de bordo é como ver, mesmo de longe o mar e sua imponência mística. É assim que me coloco neste momento inicial que rompe em pensamentos as profundezas de águas ainda turvas. Não posso afirmar que sei nadar. Mas nunca cheguei perto do risco de afogar-me. “Menino, cuidado! O mar não tem cabelo!” Ouvi repetidamente essa frase pronunciada por mamãe. Mesmo sendo essas as águas tranqüilas e quase sem ondas do mar de Maracajaú. Praia do litoral norte aqui do RN onde vivi minhas alegres férias de infância e que até hoje é a minha referência de paraíso. E esse paraíso tem o mar de Maracajaú. Por vezes me peguei de frente pra ele, ora esperando o fisgar de um pobre Bagre que falava comigo através da linha, ora pensando: “Puxa! Desde que o mundo é mundo o mar que vejo já estava aí onde está agora. E isso faz tempo...” Ele em sua magnífica existência entre tantos, sempre inspirou poetas, cantadores e apaixonados amantes. Pablo Neruda que tinha tamanho fascínio pelo mar, mesmo sem saber nadar, o que o colocava longe da idéia de banhar-se em suas águas, possuiu casas em formatos de barcos e com decorações com motivos marítimos. Além de ter deixado escrito verdadeiras odes sobre o mar. Assim o fez Dorival Caymmi com suas canções ou até a poetisa Zila Mamede, que morreu sobre as águas salgadas da Praia do Meio, tantas vezes protagonizadas em suas palavras.
Desde a possibilidade de viabilizar esse projeto, quando ainda eram somente idéias num papel organizadas para o edital do SESI, o imaginário da música desse universo lúdico proposto pelas ilustrações de André Neves me pescou. Fui pego pela rede desse trabalho no instante em que me deparei com O CAPITÃO E A SEREIA. Vi-me ali, contemplado pelo fascínio do personagem Marinho. Era eu menino. Sou eu hoje com o respeito ainda maior pelo reino de Netuno.
Após três anos desde a última montagem do grupo, O CASAMENTO, começamos a nos preparar para mergulhar nesse novo processo. “Vai fazer sol hoje? O mar está pra peixe? Como estão as ondas? E o vento? Não está fundo aí? Ou raso demais?” Perguntas que sempre nos acompanham em nossos trabalhos. Sobretudo quando estamos no começo deles. Assim, como agora! E a música, como será? Preferi começar ouvindo e observando o mar. O início dessa pesquisa vai se dar em workshops que pedi a alguns artistas de diferentes áreas: Música, Literatura, Pintura e Dança. O bailarino, professor e parceiro Sávio de Luna será o primeiro desses artistas a apresentar sua atividade. Pedi que ele traduzisse no corpo e sem a presença da música externa (CD ou tocada por algum instrumento ao vivo) através de uma pequena performance/número o tema “MAR”. Esses exercícios serão repetidos por cada artista de sua respectiva área, para que comentemos e finalizemos com os mesmos workshops dessa vez criados por nós, atores dos Clowns.
Imagino, a exemplo das experiências anteriores no grupo que é preciso encontrar a chave, o fio condutor que vai dar a cara que a música precisa ter. É preciso ouvir não só a voz que o grupo traz hoje em sua atual configuração, em busca da identificação desse novo timbre. Mas principalmente ouvir o que essa voz tem a dizer. É preciso considerar o discurso que nos traduz como artistas hoje. Discurso que acredito ser a isca do nosso trabalho. Para o peixe certo, a isca e o anzol adequados. Cada vez mais acredito que a música como voz autônoma num processo de criação cênica deve dialogar com todos os aspectos quem compõem a polifonia do nosso fazer, considerando aqui as nossas peculiaridades de um grupo de teatro, extrapolando os limites de uma montagem espetacular.
Mas partindo para o campo dos desejos e estímulos que fazem parte das fantasias do imaginário nessa etapa embrionária do processo listo aqui alguns deles que fazem parte do meu universo. Sempre pensei musicalmente o mar em compasso 6/8 (lê-se seis por oito). Essa forma de compasso traz um caráter épico, imponente que me lembra o movimento cíclico e constante do mar. Confesso que nunca havia pensado no porque disso. Como partiu originalmente de uma sensação ou percepção através de uma observação musical e não de uma tentativa de teorização, por enquanto ainda não me pareceu um argumento suficientemente convincente, até mesmo para mim. Tentarei no decorrer da pesquisa explicar melhor em palavras para que essa não seja meramente uma sensação exclusivamente minha, distante de compartilhá-la com qualquer um. Pretendo explorar esse compasso com exercícios rítmicos e com canções que se apresentem nesse formato ou adaptadas para esse fim.
O uso de intervenções musicais como sonoplastia, células melódicas, texturas sonoras pré-gravadas dialogando com a execução ao vivo do canto e dos instrumentos dos atores também se mostram como possibilidade estética para a música do CAPITÃO. Isso ganha força na exploração espacial que Yamamoto propõe como ponto de partida, quebrando a relação frontal com a platéia. Essa idéia potencializa o jogo através do uso desses elementos previamente gravados em estúdio, ampliando o plano real – o que é executado pelos atores – e a fantasia – representado pelo som mecânico disposto pelas caixas de som espalhadas pelo espaço cênico.
Uma das maiores incógnitas desse desafio é a forma como trabalharemos as vozes, o timbre, o canto. Me deparo diante da excitação e do medo que se mostram nessa nova fase. Ao mesmo tempo que sei do salto que demos no processo d’O CASAMENTO com o Ernani, reconheço aqui que teremos que descobrir juntos quais as novas limitações desse grupo de hoje. Um Clowns de Shakespeare renovado, diferente e com um conhecimento construído que vai precisar dialogar com o tempo que passou depois de tantos maremotos.
Por termos uma formação de dois homens e duas mulheres no elenco, quero partir de exercícios que priorizem o contra-canto e a harmonização em duas vozes apenas. Tililim (Camille Carvalho) é uma atriz parceira do grupo e que está chegando para agregar os trabalhos do grupo a partir dessa montagem. Mesmo tendo passado por experiências conosco anteriormente, essa será a primeira vez de forma mais efetiva num processo mais delicado e trabalhado que teremos com ela. É uma nova “cor” que chega para dar o “tom” dessa voz coletiva. Pedi que Renata retomasse as aulas do clarinete, sobretudo explorando a região mais grave do instrumento. Desejo brincar um pouco com essa sonoridade para encontrar um som que lembre ou sugira navios e embarcações. Tenho navegado muito em meus delírios com uma imagem da ilustração do André de um barco meio carro, ou de um carro meio barco. Não sei ao certo. Imagino um teclado a pilhas e com o sistema sem-fio de transmissão de áudio para ganhar maior independência de movimento que esteja acoplado neste carro-barco (ou seria barcarro?). Vislumbro também a possibilidade de nos revezarmos, todos nesse teclado, embora César mantenha seu estudo de acordeom, Camille iniciando sua exploração na flauta transversal, eu com o violão e todos tocando percussões.
Contudo, é só o começo. Velas içadas, âncoras recolhidas. E que venha a pescaria!
domingo, 19 de abril de 2009
Levantar âncoras!
Caros companheiros de viagem, querida tripulação, nossa jornada está começando!
Apesar do início "oficial" do processo de montagem do nosso Capitão e a Sereia estar marcado para o começo de junho, desde já crio este espaço para que toda a nossa equipe possa começar a trocar idéias, compartilhar imagens, vídeos, textos, conhecermo-nos melhor, enfim, construir o pensamento que envolve este trabalho que estamos por começar.
A idéia desse espaço é, ao menos por enquanto, não ter uma divulgação aberta, ser de certa forma restrita à equipe. Mais à frente podemos rever essa posição. Por enquanto, optei por não permitir a localização do blog no Google, o que reduz muito a possibilidade de visitas externas. No entanto, não é um diário secreto, e se por acaso nos encontrarem - ou caso vocês desejem indicar para amigos - não será problema que leiam nossos posts.
Para que todos saibam quem é quem na nossa equipe, já que tem gente de sete estados do país, faço uma ligeira apresentação de cada um, e em seguida vocês podem falar mais sobre si:
Fernando Yamamoto: Sou eu, caso vocês ainda não tenham notado. Rsrs... Sou um dos fundadores dos Clowns, e sou responsável pela direção deste trabalho.
César Ferrario: Ator dos Clowns, também um dos fundadores do grupo, e estará em cena.
Renata Kaiser: Atriz e fundadora dos Clowns, também estará em cena.
Marco França: Ator do grupo, é também músico profissional. Neste espetáculo, além de atuar, também assina a direção musical.
Camille Carvalho: Mais recente adesão dos Clowns, a Camille já trabalha conosco há cerca de quatro anos, e agora está sendo efetivada no grupo. Estará em cena, completando o elenco com os outros três. Também conhecida como Tililim (caso surja esse nome aqui no blog e alguém não saiba de quem se trata).
André Neves: Brilhante autor e ilustrador da obra que é base do nosso trabalho, O Capitão e a Sereia. É Pernambucano, mas está radicado em Porto Alegre. Mesmo sem nos conhecer, abraçou o trabalho com extrema generosidade e disponibilidade pela qual, desde já, quero agradecer imensamente em nome de todo o grupo. Quem desejar pode conhecer mais da sua obra no blog http://confabulandoimagens.blogspot.com.
Rafael Martins: Dramaturgo cearense do Grupo Bagaceira, de Fortaleza, que é um grande parceiro dos Clowns de Shakespeare, o Rafael vai assinar a dramaturgia desse espetáculo, consolidando um desejo antigo dele e nosso de trabalharmos juntos.
Márcio Marciano: É diretor e dramaturgo paulistano, fundador da Companhia do Latão e há três anos radicado em João Pessoa, onde fundou o Coletivo Alfenim, grupo com quem temos estreita ligação afetiva e profissional. O Márcio tem uma enorme experiência nessa área de dramaturgia e direção colaborativa, em processo, e fará uma orientação ao Rafael e a mim, dando uma organizada nessa relação direção/dramaturgia. O Márcio fez uma breve colaboração no processo d'O Casamento, último espetáculo do grupo, e eu e o Marco também demos uma contribuição no processo do Quebra-Quilos, espetáculo de fundação do Alfenim.
Wanda Sgarbi: Cenógrafa e figurinista mineira de grande renome, a Wanda chegou até nós através de parceiros comuns do Grupo Galpão. É o nosso primeiro trabalho com ela. Tivemos a oportunidade de conhecê-la pessoalmente no Festival de Feira de Santana, na Bahia, no ano passado, e a partir desse encontro resolvemos convidá-la para trabalhar conosco.
Mona Magalhães: Uma das melhores (se não a melhor) caracterizadora do país, a Mona é mineira radicada no Rio, onde dá aula na UniRio. Também chegamos a ela via o Galpão, e já fizemos uma parceria n'O Casamento, em 2006. Grande colaboradora que muito nos honra com mais um trabalho juntos!
Hélder Vasconcelos: Músico-bailarino-ator-performer-pesquisador (ufa!) pernambucano, o Hélder faz de tudo, e tudo muito bem! Foi do grupo Mestre Ambrósio, tem uma pesquisa profunda em cima do Cavalo Marinho, que foi a fonte de (livre) inspiração do André para escrever O Capitão, e tem um trabalho belíssimo em espetáculos como (com direção de alguns Lumes) e Espiral Brinquedo Meu e Por Si Só. N'O Capitão, o Hélder é responsável pela preparação corporal dos atores, ligada à pesquisa do Cavalo Marinho que ele desenvolve. E finalmente vamos trabalhar juntos, né, Hélder?
Ronaldo Costa: Iluminador parceiro do grupo, na realidade praticamente um integrante do grupo. Assinou boa parte dos desenhos de luz dos nossos espetáculos, e n'O Capitão vai mais uma vez assumir essa tarefa. É mestrando pela UFRN, onde está sistematizando justamente a pesquisa dele de formação básica de iluminação para atores.
Rafael Telles: Produtor que já trabalhou conosco em vários projetos, em especial naqueles pelo interior, onde bravamente ia à frente da caravana preparando o terreno para a nossa chegada, o Rafa é o responsável pela produção neste processo, coisa que já tentávamos efetivar há algum tempo. Acompanhará tanto o processo de criação aqui em Natal, quanto a temporada em São Paulo.
Paula Queiroz: Atriz paraibana-cearense, recém chegada a Natal, a Paula será estagiária neste processo, responsável pelo registro escrito de todo o processo, ou seja, será a grande alimentadora deste blog, acompanhando tudo que acontecer na montagem do Capitão.
Gabriela Brito: Conhecemos a Gabriela numa apresentação no Colégio Marista, em Natal, quando ela foi nossa anja. Algum tempo depois se formou em arquitetura, e sempre esteve próxima, fazendo oficinas, etc. Agora, tem a oportunidade de começar a trilhar na área na qual quer trabalhar, que é cenografia, estagiando com a Wanda Sgarbi, um grande nome na área no país.
Arlindo Bezerra: Mais recente presença no Barracão Clowns (nossa sede, para quem não conhece), o Arlindo é o nosso anjo-da-guarda-faz-tudo, mesmo tendo chegado a tão pouco tempo no grupo. Ele é o nosso secretário, resolve todas as questões administrativas, burocráticas, etc. Sempre que vocês de outras cidades ligarem pro Barracão, provavelmente o Arlindo é quem vai atender e falar primeiro com vocês.
Bueno, é isso. Esse primeiro post é mais chatinho e descritivo, menos poético, menos onírico, menos artístico, mas achei por bem fazer esse primeiro panorama. Se alguém achar que fui elogioso em excesso com alguma descrição, pode acreditar que não passa de pura sinceridade e gratidão pela relação que já temos, mesmo aqueles com quem estamos nos aproximando agora.
Para os colaboradores que desde o ano passado não entramos ainda em contato, não se desesperem em estar lendo essas coisas. Nos próximos dias vamos ligar pra vocês para começarmos a organizar a nossa agenda de trabalho, ok?
Por enquanto, sintam-se convidados e instigados a postar e contribuir para começarmos a pensar sobre o espetáculo nesse blog. Aproveitemos desse espaço. Para aqueles que já andaram escrevendo alguma coisa, podem subir os posts.
Enfim, meus queridos, bem-vindos! Trabalhemos! Muita coragem, paciência e resistência para nós! Beijos!
Apesar do início "oficial" do processo de montagem do nosso Capitão e a Sereia estar marcado para o começo de junho, desde já crio este espaço para que toda a nossa equipe possa começar a trocar idéias, compartilhar imagens, vídeos, textos, conhecermo-nos melhor, enfim, construir o pensamento que envolve este trabalho que estamos por começar.
A idéia desse espaço é, ao menos por enquanto, não ter uma divulgação aberta, ser de certa forma restrita à equipe. Mais à frente podemos rever essa posição. Por enquanto, optei por não permitir a localização do blog no Google, o que reduz muito a possibilidade de visitas externas. No entanto, não é um diário secreto, e se por acaso nos encontrarem - ou caso vocês desejem indicar para amigos - não será problema que leiam nossos posts.
Para que todos saibam quem é quem na nossa equipe, já que tem gente de sete estados do país, faço uma ligeira apresentação de cada um, e em seguida vocês podem falar mais sobre si:
Fernando Yamamoto: Sou eu, caso vocês ainda não tenham notado. Rsrs... Sou um dos fundadores dos Clowns, e sou responsável pela direção deste trabalho.
César Ferrario: Ator dos Clowns, também um dos fundadores do grupo, e estará em cena.
Renata Kaiser: Atriz e fundadora dos Clowns, também estará em cena.
Marco França: Ator do grupo, é também músico profissional. Neste espetáculo, além de atuar, também assina a direção musical.
Camille Carvalho: Mais recente adesão dos Clowns, a Camille já trabalha conosco há cerca de quatro anos, e agora está sendo efetivada no grupo. Estará em cena, completando o elenco com os outros três. Também conhecida como Tililim (caso surja esse nome aqui no blog e alguém não saiba de quem se trata).
André Neves: Brilhante autor e ilustrador da obra que é base do nosso trabalho, O Capitão e a Sereia. É Pernambucano, mas está radicado em Porto Alegre. Mesmo sem nos conhecer, abraçou o trabalho com extrema generosidade e disponibilidade pela qual, desde já, quero agradecer imensamente em nome de todo o grupo. Quem desejar pode conhecer mais da sua obra no blog http://confabulandoimagens.blogspot.com.
Rafael Martins: Dramaturgo cearense do Grupo Bagaceira, de Fortaleza, que é um grande parceiro dos Clowns de Shakespeare, o Rafael vai assinar a dramaturgia desse espetáculo, consolidando um desejo antigo dele e nosso de trabalharmos juntos.
Márcio Marciano: É diretor e dramaturgo paulistano, fundador da Companhia do Latão e há três anos radicado em João Pessoa, onde fundou o Coletivo Alfenim, grupo com quem temos estreita ligação afetiva e profissional. O Márcio tem uma enorme experiência nessa área de dramaturgia e direção colaborativa, em processo, e fará uma orientação ao Rafael e a mim, dando uma organizada nessa relação direção/dramaturgia. O Márcio fez uma breve colaboração no processo d'O Casamento, último espetáculo do grupo, e eu e o Marco também demos uma contribuição no processo do Quebra-Quilos, espetáculo de fundação do Alfenim.
Wanda Sgarbi: Cenógrafa e figurinista mineira de grande renome, a Wanda chegou até nós através de parceiros comuns do Grupo Galpão. É o nosso primeiro trabalho com ela. Tivemos a oportunidade de conhecê-la pessoalmente no Festival de Feira de Santana, na Bahia, no ano passado, e a partir desse encontro resolvemos convidá-la para trabalhar conosco.
Mona Magalhães: Uma das melhores (se não a melhor) caracterizadora do país, a Mona é mineira radicada no Rio, onde dá aula na UniRio. Também chegamos a ela via o Galpão, e já fizemos uma parceria n'O Casamento, em 2006. Grande colaboradora que muito nos honra com mais um trabalho juntos!
Hélder Vasconcelos: Músico-bailarino-ator-performer-pesquisador (ufa!) pernambucano, o Hélder faz de tudo, e tudo muito bem! Foi do grupo Mestre Ambrósio, tem uma pesquisa profunda em cima do Cavalo Marinho, que foi a fonte de (livre) inspiração do André para escrever O Capitão, e tem um trabalho belíssimo em espetáculos como (com direção de alguns Lumes) e Espiral Brinquedo Meu e Por Si Só. N'O Capitão, o Hélder é responsável pela preparação corporal dos atores, ligada à pesquisa do Cavalo Marinho que ele desenvolve. E finalmente vamos trabalhar juntos, né, Hélder?
Ronaldo Costa: Iluminador parceiro do grupo, na realidade praticamente um integrante do grupo. Assinou boa parte dos desenhos de luz dos nossos espetáculos, e n'O Capitão vai mais uma vez assumir essa tarefa. É mestrando pela UFRN, onde está sistematizando justamente a pesquisa dele de formação básica de iluminação para atores.
Rafael Telles: Produtor que já trabalhou conosco em vários projetos, em especial naqueles pelo interior, onde bravamente ia à frente da caravana preparando o terreno para a nossa chegada, o Rafa é o responsável pela produção neste processo, coisa que já tentávamos efetivar há algum tempo. Acompanhará tanto o processo de criação aqui em Natal, quanto a temporada em São Paulo.
Paula Queiroz: Atriz paraibana-cearense, recém chegada a Natal, a Paula será estagiária neste processo, responsável pelo registro escrito de todo o processo, ou seja, será a grande alimentadora deste blog, acompanhando tudo que acontecer na montagem do Capitão.
Gabriela Brito: Conhecemos a Gabriela numa apresentação no Colégio Marista, em Natal, quando ela foi nossa anja. Algum tempo depois se formou em arquitetura, e sempre esteve próxima, fazendo oficinas, etc. Agora, tem a oportunidade de começar a trilhar na área na qual quer trabalhar, que é cenografia, estagiando com a Wanda Sgarbi, um grande nome na área no país.
Arlindo Bezerra: Mais recente presença no Barracão Clowns (nossa sede, para quem não conhece), o Arlindo é o nosso anjo-da-guarda-faz-tudo, mesmo tendo chegado a tão pouco tempo no grupo. Ele é o nosso secretário, resolve todas as questões administrativas, burocráticas, etc. Sempre que vocês de outras cidades ligarem pro Barracão, provavelmente o Arlindo é quem vai atender e falar primeiro com vocês.
Bueno, é isso. Esse primeiro post é mais chatinho e descritivo, menos poético, menos onírico, menos artístico, mas achei por bem fazer esse primeiro panorama. Se alguém achar que fui elogioso em excesso com alguma descrição, pode acreditar que não passa de pura sinceridade e gratidão pela relação que já temos, mesmo aqueles com quem estamos nos aproximando agora.
Para os colaboradores que desde o ano passado não entramos ainda em contato, não se desesperem em estar lendo essas coisas. Nos próximos dias vamos ligar pra vocês para começarmos a organizar a nossa agenda de trabalho, ok?
Por enquanto, sintam-se convidados e instigados a postar e contribuir para começarmos a pensar sobre o espetáculo nesse blog. Aproveitemos desse espaço. Para aqueles que já andaram escrevendo alguma coisa, podem subir os posts.
Enfim, meus queridos, bem-vindos! Trabalhemos! Muita coragem, paciência e resistência para nós! Beijos!
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